O sangue nas vergas das portas
03/07/2012 13:43
"E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem."
Êxodo 12:7
Introdução
O povo de Israel viveu no Egito durante 430 anos aproximadamente. Os últimos anos deste período foram de dura escravidão, pois o Faraó que reinava oprimiu o povo de Israel. Por esta razão, o povo clamou ao Senhor por libertação, e Ele enviou Moisés para ordenar a Faraó que deixasse o povo partir para a Terra Prometida. Faraó não deu ouvidos às palavras de Moisés e Deus enviou dez pragas para forçar Faraó a obedecer a sua Palavra. A décima e última praga, foi a praga da mortandade dos primogênitos (os filhos mais velhos) egípcios, e foi no momento em que esta praga estava por vir, que Deus instituiu a Páscoa com o propósito de livrar o povo de Israel da morte e libertá-lo do cativeiro egípcio.
Desenvolvimento
Naquele dia, o primeiro do mês, Deus mandou que Moisés orientasse o povo a no décimo dia tomar, cada família, um cordeiro sem mancha e sem defeito, e o guardasse em casa por quatro dias. No décimo quarto dia ao entardecer, todos deveriam sacrificar o cordeiro e passar seu sangue nos umbrais e na verga de suas portas. Sua carne deveria ser comida com pães asmos e ervas amargosas, a cabeça, os pés e as vísceras, assadas no fogo, pois à meia-noite o anjo da morte desceria sobre o Egito e mataria os primogênitos, mas nas casas onde houvesse o sangue na porta, ele não entraria. Naquela noite Deus estaria libertando todo o seu povo do cativeiro para conduzi-lo pelo deserto até a terra de Canaã.
Desta forma Deus mostrou como seria processada a nossa salvação. O cordeiro sem defeito e sem mancha representa o Senhor Jesus, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. O Cordeiro sem pecado, puro e imaculado, o Filho de Deus. Seu sangue derramado deve ser passado na porta do nosso coração, para nos purificar do pecado e nos livrar da morte.
O sangue nos umbrais era um segredo que somente os hebreus conheciam. Quem o tivesse sobre os umbrais e portas seria salvo do juízo que viria. O Egito não conhecia essa solução ao juízo que viria, mas o povo de Deus, que recebia dele orientações, este sim conhecia. A porta é o que separa o ambiente de dentro da casa do ambiente de fora. Neste limiar estava a marca do sangue mostrando que estamos no mundo, mas não somos do mundo. Nesse limiar de ter que viver aqui (trabalhar, estudar, etc), mas servir a Deus (buscar uma vida eterna) há algo que nos identifica como servos e filhos de Deus para o mundo, a marca do sangue de Jesus, o seu sacrifício aceito por nós.
Hoje também há um segredo nesta última hora de trevas sob as quais o mundo vive. Jesus voltará para buscar sua igreja e somente quem tiver em seus corações a marca do sangue será salvo. No Egito o sangue era biológico, do cordeiro que era morto mesmo. Hoje, este sangue é o Espírito Santo que age em nossas vidas nos preparando para o encontro com o Senhor. Por que o sangue é tipo do Espírito Santo? Quando Jesus morreu na cruz ele derrama seu sangue. Este ato de derramar o sangue era um ato profético que representa o derramar do Espírito Santo sobre aqueles que cressem em seu nome.
Em Ef 1:13-14 diz: “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória.”
Perceba que o Espírito Santo presente na vida do servo é a garantia que temos de uma salvação no Senhor. O sangue deu livramento a Israel, e o Espírito Santo nos dará o livramento do juízo quando Jesus vier buscar a igreja. O sangue de Jesus que nos dá vida é o Espírito Santo que age no meio do corpo de cristo que é a igreja. Assim como o sangue que age em nosso corpo purificando, nutrindo, levando oxigênio, enfim, levando vida, assim também o Espírito Santo age na igreja levando libertação, comunhão dos servos com Deus, santificação.
Conclusão
Na saída do Egito o sangue nos umbrais era sinônimo de vida e não juízo. Hoje, o sangue de Jesus nos será por livramento e salvação. Não troque uma vida de santificação e obediência a Deus guiada pelo Espírito Santo, cujo fim é a eternidade de Deus por prazeres profanos e uma vida vazia onde o final será a sua própria morte.