A parábola dos trabalhadores

14/04/2015 21:26

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Mateus 20:1-6

1 “PORQUE o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha.

2 E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha.

3  E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça,

4  E disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.

5  Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo.

6  E, saindo perto da hora undécima, encontrou outros que estavam ociosos, e perguntou-lhes: Por que estais ociosos todo o dia?”

 

É interessante vermos nessa parábola a misericórdia e o amor de Deus declarado ao homem. Homem que ontem estava no mundo, no pecado, vivendo uma felicidade de ilusão e, hoje um novo homem que conheceu a Jesus. Um homem que entendeu e vive o propósito de Deus, que pode ser chamado de servo, em quem Deus confiou e chamou para fazer parte de uma Obra perfeita.


Para fazer parte desse Obra, Deus procurou por homens, como diz na palavra em Atos 13:22 "(...) Achei a Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade.” , ele também nos achou, achou uma igreja fiel, achou e declarou a muitos a vida eterna em Jesus. Veremos que o Senhor achou servos para a Sua Obra em tempos específicos, cada um com o seu contexto profético e histórico.

 

NOTA

Nessa parábola, assim como em tantas passagens bíblicas, os horários são descritos de acordo com a luz do sol. Ao amanhecer, primeira hora; três horas depois, terceira hora; e assim por diante. Assim, enquanto aqui às 6 horas da manhã o dia está amanhecendo, lá seria a chamada primeira hora do dia. Em Pentecostes, por exemplo, era a chamada terceira hora do dia, sendo para nós, portanto, por volta de 9 horas da manhã. Nosso horário sempre será 6 horas a mais do que a bíblia descreve nessas situações.

 

1.       “(...) que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha.”  vs 1- Período em que o Espírito Santo na primeira hora do dia leva ao homem a anunciar a salvação na vinda do Messias, homens como Adão, Noé, Jacó, Isaque e muitos outros.

 

2.       “E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça,” Vs3-  Em  Mc 15-25 : “E era a hora terceira, e o crucificaram.”, esse período nos fala da morte e ressurreição de Jesus, e no batismo do Espírito Santo. Período em que coube ao Senhor Jesus Cristo chamar os discípulos ao ministério da palavra e evangelização.

 

3.       “Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo.” vs5- Para nós é o horário do meio-dia, sol forte, sem sombra, foi um período de grandes lutas, nesse período a bíblia foi trancafiada, a fé e a salvação eram um comércio, e aqueles que mencionavam o nome de Jesus, ou aqueles que pregavam eram jogados em arenas, eram açoitados e reprimidos. Mas isso tudo tinha que acontecer, no momento da crucificação esse período já havia sido mostrado. Em Mc 15-33 diz: “E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona.” No período entre a hora sexta e a hora nona, trevas apareceram tanto no momento da crucificação, quanto anos depois com o mundo na época.

 

4.       “Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo.” Vs5- O período de trevas cessa, hora nona (9) nos fala dos dons derramados sobre a igreja sem medida, era chegada a hora do avivamento, período em que Lutero traduz a bíblia possibilitando o acesso a muitos a palavra de Deus.

 

5.        “E, saindo perto da hora undécima (...)”, é a ultima hora. É o ultimo chamado por trabalhadores, Deus coloca os servos como vasos em Suas mãos para serem anunciadores de boas novas, os  permite ver  e ter experiências com o Senhor, com a Sua Palavra , permite que a igreja fiel veja os sinais se cumprindo e anuncie a volta de Jesus para o mundo. Um Jesus que sim morreu numa cruz, mas ressuscitou e está voltando para buscar uma igreja que serve e obedece.

 

Nos fazendo trabalhadores temos assim nossos salários, conforme parecer justo. Não é um salário material, são experiências com o Senhor de acordo com a nossa busca, nosso trabalho. É também a benção da salvação, a alegria do Espírito e o uso dos dons nas nossas vidas. O que Deus nos dá ao fazermos a Sua vontade tem valor incalculável, portanto mais uma vez é demonstrado o amor de Deus pelo homem, pela Sua graça derramada.

 

O salário que aqueles trabalhadores receberam, independente da hora, foi o mesmo. Foi maior benção que o homem pode receber: a salvação. Junto à salvação nos vem a vontade de testemunhar ao mundo, às pessoas que não conhecem esse amor maior a felicidade verdadeira. A felicidade de como é bom servir, de como é bom ser um trabalhador.


Graça e paz de Deus a todos os irmãos! Amém!

 

Estudo enviado por Rafael Zani, membro ICM - ES

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